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21/01/2021 Fisioterapia0

A dor vulva é qualquer sensação percebida de maneira desagradável em algum ponto específico, ou por toda extensão da vulva ou introito vaginal. Quando essa dor é de origem específica, ou seja, quando ela apresenta alterações físicas objetivas estes são os possíveis diagnósticos:

  • Infecciosas (candidíase recorrente, herpes vaginal)
  • Inflamatórias (líquen eritematoso sistêmico, líquen plano, síndrome de Sjogren)
  • Neoplásicas (doença de Paget, câncer de vulva)
  • Neurológica (neuralgia pós-herpética – herpes zoster, ilio-inguinal, ilio-hipogástrico, genitofemoral e pudendo)
  • Trauma (mutilação genital feminina, parto vaginal recente, queda).
  • Iatrogênica (pós-operatório, quimioterapia/braquiterapia, radiação, terapias locais).
  • Deficiências hormonais (síndrome geniturinária da menopausa, amenorréia, amamentação).

dor na vulvaJá a vulvodínea é definida como dor vulvar com duração mínima de 3 meses, sem causa clara identificável, porém pode apresentar potenciais fatores associados. Trata-se de condição clínica complexa e multifatorial, com dor intensa que ocorre na ausência de achados infecciosos, inflamatórios, neoplásicos ou neurológicos visíveis.


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01/10/2019 Fisioterapia0

Que a coluna é o eixo do corpo, todo mundo já ouviu falar não é mesmo? Mas que ela controla diversas funções neurológicas e viscerais, incluindo a função sexual, muitos talvez não imaginassem.

Por isso, neste mês de conscientização da escoliose, é sobre isso que quero conversar com vocês. Alterações na nossa estrutura musculoesquelética podem provocar uma série de lesões que se comunicam e acabam “enfraquecendo” a capacidade natural do nosso corpo em se manter saudável e funcional.

Relacionando a coluna com nossa sexualidade: as raízes nervosas que inervam o assoalho pélvico (músculos que dentre outras funções, fazem parte do controle sexual), saem da região de S2-S3-S4 (vértebras do sacro- região bem inferior da nossa coluna). Ou seja, desequilíbrios na coluna podem provocar compressões nervosas, hiperativando ou retardando os estímulos nervosos, causando dor, formigamentos, fraqueza na região que eles se responsabilizam em manter o funcionamento.

Se existe uma escoliose mal tratada, certamente tem regiões muitos estiradas e comprimidas no tronco, assim, a circulação sanguínea, linfática, hormonal ficam prejudicadas, impedindo o bom funcionamento da região. Este fator secundário ao desequilíbrio estrutural, pode reduzir o desejo de fazer sexo. Com dor, dificilmente alguém fica entusiasmado não é mesmo? Além do fator hormonal (estresse libera cortisol, o que estimula o sistema límbico de forma negativa, causando irritação, tristeza, desânimo). E você certamente sabe que o Sistema límbico, que se encontra lá no cérebro, é ponto de partida para uma vida sexual satisfatória.

Quer saber mais um fator que prejudica a sexualidade em indivíduos com escoliose? O psicológico! Sim, a escoliose provoca alterações posturais que esteticamente podem incomodar muito o indivíduo. Há pessoas que tem vergonha do próprio corpo, devido às assimetrias consequentes do desvio, então possuem dificuldades em ter um relacionamento saudável por estarem com a autoestima comprometida.

Lembrando gente, que algumas pessoas possuem graus de escoliose pequenos, porém com alterações secundárias significativas, isto porque não se cuidam. Outros, mesmo com um desvio grande ou após uma intervenção cirúrgica na coluna, as assimetrias são menores, e o funcionamento normal do corpo bem estabelecido.

Ter uma escoliose não é o maior problema e sim como você lida com isto. Sexualidade inclui como você se relaciona consigo mesmo. Envolve o autocuidado, amor próprio e capacidade de relacionar-se consigo mesmo.


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25/09/2019 Fisioterapia0

A síndrome da bexiga dolorosa (SBD) ou a cistite intersticial (CI) é definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como uma afecção que acomete a bexiga, caracterizada por dor suprapúbica acompanhada por sintomas como aumento na frequência urinária e noctúria, na ausência comprovada de infecção urinária e/ou outra afecção.

É uma desordem crônica e frequentemente debilitante, encontrada mais comumente em mulheres, manifestando-se por grande variedade de sintomas irritativos, dor pélvica e dispareunia (dor na relação sexual). 

Em função de todo o processo inflamatório, a dor geralmente é mais severa quando a bexiga está repleta de urina e alivia, pelo menos parcialmente, com o esvaziamento da bexiga. Essa condição leva a uma redução importante da qualidade de vida. 

O que causa a Síndrome da bexiga dolorosa?

Síndrome da Bexiga Dolorosa

A causa precisa da SBD ainda continua obscura e grande parte dos pesquisadores acredita ser multifatorial devido principalmente à variabilidade do quadro clínico. O diagnóstico é baseado em três etapas:

  • Presença de dor pélvica crônica além de pressão, dor ou desconforto na bexiga e um ou mais sintomas como urgência urinário, aumento frequência miccional, noctúria e/ou baixo volume miccional. Com presença ou não de dispreunia e dor na vagina;
  • Exclusão de outras patologias como carcinoma de bexiga, doenças infecciosas (infecção urinária, chlamydia trachomatis, micoplasma, herpes vírus, HPV), prolapsos, endometriose, candidíase vaginal, divertículo, câncer ginecológico, retenção urinária, dor relacionada ao nervo pudendo ou à musculatura do assoalho pélvico;
  • Classificação do tipo de SBD: clássica ou ulcerada e não-ulcerada, através do exame de cistoscopia

Como é o tratamento da Síndrome da bexiga dolorosa?

O tratamento visa o alívio dos sintomas, melhora da qualidade de vida e minimizar ou previnir efeitos adversos e complicações. Não existe um tratamento curativo específico, a doença é potencialmente crônica. Então, inicialmente, a paciente é orientada em relação ao diagnóstico, manejo e prognóstico da doença. Em seguida é indicado os tratamentos que se baseiam em:

  • Melhora dos hábitos alimentares, comportamento miccional e manejo do estresse
  • Fisioterapia pélvica e/ou Osteopatia
  • Medicamentos de uso oral

A fisioterapia tem papel importante no tratamento da SBD, com melhora nos sintomas, visto que são utilizadas técnicas minimamente invasivas e com baixos efeitos colaterais. Como mais de 70% dos pacientes apresentam disfunção do assoalho pélvico, podem ser beneficiados com diversas modalidades fisioterapêuticas, principalmente com trabalho manual, terapia comportamental, treino para a melhora da funcionalidade lombopélvica e do assoalho pélvico. Assim, o objetivo da fisioterapia pélvica e da osteopatia é a eliminação de fatores musculoesqueléticos que contribuem para a dor pélvica, tais como o alinhamento postural incorreto, espasmos musculares, pontos gatilho e inflamações no tecido conjuntivo. Dessa forma, o tratamento fisioterapêutico visa à normalização do tônus muscular, à reeducação de músculos internos (assoalho pélvico) e externos para serem utilizados de forma adequada, à educação de padrões de movimento eficiente e à facilitação do retorno dos pacientes para a atividade funcional. Além do tratamento e ou prevenção de alterações associadas como, por exemplo, a perda de urina e a dor na relação sexual.

Dúvidas? Entre em contato com e converse com a profissional!


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25/09/2019 Fisioterapia0

A dor pélvica crônica é um sério problema de saúde pública, responsável por 10% das consultas ginecológicas. Apesar de sua incidência e prevalência ser desconhecida, estima-se que seja semelhante à asma e a lombalgia. É uma doença de difícil entendimento por envolver múltiplos fatores, a começar pelos vários órgãos pélvicos que se encontram muito próximos uns dos outros, fazendo com que a identificação correta da origem da dor seja difícil. 

É caracterizada por “dor na região da pelve, com duração de 6 meses ou mais e que, embora investigada, não apresenta causa ou explicação definida.” (Gelbaya e El-Halwagy, 2001)

As causas são dificilmente estabelecidas, já que existem 69 possíveis causas para dor pélvica crônica. Além disso, há uma variabilidade de intensidade, localização e uma elevada porcentagem de dor sem fator causal.

A abordagem da paciente com dor pélvica crônica deve ser integral e realizada, preferencialmente, por uma equipe multidisciplinar. Dentro desta equipe encontra-se o fisioterapeuta pélvica e osteopata com o objetivo de minimizar a dor através da elevação da liberação de endorfinas com de exercícios direcionados, relaxar a musculatura da pelve, trabalhar posturas antálgicas (postura adotada com o intuito de reduzir a dor), ajudar a lidar com a dor, desfazer o ciclo “tensão-dor-tensão”, prevenir incapacidades e restaurar as funções desejadas pela paciente, inclusive a função sexual.

 A fisioterapia pélvica e a osteopatia não tem poder curativo no tratamento da dor pélvica crônica, no entanto, pode minimizar os sinais e sintomas apresentados, melhorando sua qualidade de vida.

Dúvidas? Entre em contato com e converse com a profissional!


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16/03/2018 Fisioterapia0

Primeiramente precisamos conhecer um pouco mais sobre a Endometriose.

O que é a endometriose?

A endometriose é uma das doenças ginecológicas mais estudadas na atualidade, no entanto muito aspectos relacionados com diagnóstico e tratamento permanecem sem esclarecimento. Ainda é considerada com uma doença misteriosa, tanto em relação a sua causa como as suas consequências mais marcantes como a dor e a infertilidade. A população mais afetada são mulheres jovens e no auge da vida produtiva, acredita-se que 10% delas.

A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de células endometriais fora do útero. Na época da menstruação estas células sangram em locais indevidos, levando a processos inflamatórios e consequentemente cicatrização e aderência entre os órgãos. E são estas consequências que são as responsáveis por grande parte dos sintomas da doença.

Quais a causas da endometriose?

Sua causa não é definida. Em quase todas as mulheres durante a menstruação ocorre um refluxo das células endometriais através das trompas, o sistema imunológico reconhece como corpo estranho e destrói estas células. No caso das mulheres com endometriose, acredita-se que o sistema imune falha e permite a implementação destas células endometriais e assim se inicia a doença. No entanto, ainda existem outras teorias, mas que continuam obscuras.

Os sintomas mais comuns são cólica menstrual severa durante a menstruação aumentando a cada ciclo menstrual, dor pélvica crônica que piora na fase pré-menstrual e incapacidade funcional (para realizar as atividades do dia-a-dia) devido dor intensa, dor durante a relação sexual, infertilidade, aumento do número de evacuações durante o período menstrual e com a progressão da doença, sangramento ao evacuar, aumento da sensação de querer evacuar e dificuldade para evacuar, dor ao urinar, urgência para urinar, dor na região lombar e desconforto abdominal. Com o agravamento do quadro, as dores podem se tornar acíclicas, ou seja, fora do ciclo menstrual.

Como é o tratamento da endometriose?

Como a fisioterapia pode ajudar na endometriose

Apesar de não haver cura para esta doença, os sintomas podem ser diminuídos e até mesmo controlados através de tratamentos medicamentosos como pílulas anticoncepcionais, uso oral ou injetável de progesterona, DIU e bloqueadores de estrógeno. O tratamento cirúrgico é indicado nos casos das mulheres que não apresentam alívio após seis meses do uso das medicações e/ou para reduzir aderências e remover todos os focos endometriais.

A mulher com endometriose deve ser acompanhada por uma equipe interdisciplinar com uma abordagem integral. Além do acompanhamento médico e psicológico, encontra-se o fisioterapêutico que tem como objetivo minimizar a dor através da elevação da liberação de endorfinas com exercícios direcionados, relaxar a musculatura da pelve, trabalhar posturas antálgicas (postura adotada com o intuito de reduzir a dor), ajudar a lidar com a dor, desfazer o ciclo “tensão-dor-tensão”, melhorar a função urinária, fecal e sexual, prevenir incapacidades e restaurar as funções desejadas pela paciente através de várias técnicas e recursos.

A fisioterapia não tem poder curativo no tratamento na endometriose, no entanto, pode minimizar os sinais e sintomas apresentados, melhorando sua qualidade de vida.

Sou Meg Martins, Fisioterapeuta especializada em Saúde da Mulher.

Se você apresenta estes sintomas, ligue e agenda sua avaliação! Ainda contamos com a Psicóloga Jussara Capanema Bahia, que pode nos auxiliar sempre que necessário.


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12/03/2018 Fisioterapia0

Olá! Como vocês sabem, a ComTato tem como prioridade a prevenção e o tratamento natural e menos invasivo. Por isso, hoje quero dar algumas dicas para quem tem artrose (desgaste nas articulações dos membros inferiores-pés, tornozelos, joelhos, quadris). Serve também como prevenção e um cuidado carinhoso consigo mesmo. Aproveite as dicas e comece já!

Ofereça conforto aos seus pés, pernas e quadris:

  • Faça um escalda pés de 20 minutos diários, movimentando delicadamente seus tornozelos e dedos. Aproveite para massagear seus pés após a imersão, usando óleos e/ou cremes hidratantes.
  • Ao final do dia, deite-se em posição confortável com almofadas abaixo dos joelhos e se estiver com dores articulares, use compressas mornas por 15 minutos. Se tiver oportunidade, faça isso no meio do dia.

Favoreça a circulação sanguínea e previna o inchaço:

  • Deite-se em um local confortável e mantenha as pernas elevadas por 20 minutos. Aproveite para movimentar pés e tornozelos, o que facilita ainda mais o retorno sanguíneo.

Não sobrecarregue suas pernas:

  • Alterne sua postura no dia a dia (assentada, de pé e deitada/recostada), ficar muito tempo em uma só postura sobrecarrega as articulações e prejudica a circulação.
  • Mantenha seu peso corporal em dia, pois ao mesmo tempo em que a obesidade sobrecarrega as articulações, a falta de musculatura não proporciona uma boa distribuição das forças.

Cuide da postura o tempo todo:

  • Uma boa postura evita desvios articulares e sobrecargas:

Evite ficar assentado com as pernas cruzadas por muito tempo;

Não cruze as pernas e flexione os joelhos totalmente, deixe-os “frouxos” e confortáveis;

Sente-se em assentos apropriados ao seu tamanho;

Evite assentar-se sobre os calcanhares ou com as pernas elevadas forçando a flexão total dos quadris e joelhos.

cuide-postura

Use calçado confortável, adequado e anatômico:

  • Dê preferência às sandálias com salto tipo Anabela de pelo menos 3 cm de altura ou tênis com amortecedores;
  • Evite sapatos sem saltos como rasteirinhas, sapatilhas ou chinelos. Atualmente o mercado oferece sapatos ortopédicos para o dia a dia de diversos modelos;
  • Quando for inevitável o salto alto, prefira os com saltos mais estáveis e que tenham também elevação na região anterior;
  • Não use sapatos de bico fino, eles prejudicam muito toda a biomecânica dos pés e conseqüentemente de sua pisada.

sapatos

Seja Flexível:

  • Faça alongamentos diariamente, da maneira correta, mantendo o tempo adequado e respeitando os limites do seu corpo;
  • Faça movimentos articulares suaves para “soltar” as articulações. Quanto mais nosso corpo movimento, mais ele produz o líquido sinovial, uma espécie de “lubrificante” natural para o bom funcionamento das articulações.

 

Tenha músculos fortes:

  • Pratique atividades específicas para o fortalecimento muscular, mas fique atento a qual atividade você deve fazer. Todos temos particularidades que devem ser analisadas, por isso é importante ter uma boa consciência corporal e uma boa orientação profissional.
  • Nossos músculos são os principais responsáveis pela execução de força. Se os mesmos estiverem fortes e saudáveis, as articulações não precisarão exercer tanta força para executar um movimento.

 

Evite atividades inapropriadas:

  • Atividades de alto impacto como corrida, pular, subir e descer escadas/morros, crossfit, lutas marciais- nem todas as pessoas podem praticar. Depende do grau de comprometimento da artrose, dentre outros fatores.
  • Nem todos os pacientes podem fazer a caminhada, mesmo em local plano. Obtenha orientação de um profissional de saúde (médico e fisioterapeuta).

Em períodos de agudização da dor:

  • Redobre todos os cuidados já citados;
  • Faça compressas frias com os membros inferiores elevados;
  • Comunique ao seu fisioterapeuta;
  • Procure um ortopedista caso persista os sintomas.

 

Núbia Oliveira

Fisioterapeuta parceira da ComTato

 



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