Saúde integrada

29/12/2017 0
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Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza persistente: Prescreve-se Fluoxetina.

A Fluoxetina dificulta seu sono. Então, prescreve-se Clonazepan, o Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua memória. Volta ao doutor.

Ele nota que você aumentou de peso. Aí, prescreve Sibutramina.

A Sibutramina o faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. Novo retorno ao doutor.

Além da taquicardia, ele nota que você, além da “batedeira” no coração, também está com pressão alta. Então, prescreve-lhe Losartana e Atenolol, este último para reduzir sua taquicardia.

Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepan, Sibutramina, Losartana e Atenolo.

E, aparentemente adequado, um “polivitamínicos” é prescrito. Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais, manda que você compre um “Polivitamínico de A a Z da vida, que pra muito pouca coisa serve. Mas, na mídia, Luciano Huck disse que esse é ótimo. Você acreditou, e comprou. Lamento!

Já se vão R$ 350,00 por mês. Pode pesar no orçamento. O dinheiro a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica.

Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da Fluoxetina e do Clonazepan), pois as contas não batem no fim do mês. Começa a sentir dor de estômago e azia. Seu intestino fica “preso”. Vai a outro doutor. Prescrição: Omeprazol + Domperidona + Laxante “natural”.

Os sintomas somem, mas só os sintomas, apesar da “escangalhação” que virou sua flora intestinal. Outras queixas aparecem. Dentre elas, uma é particularmente perturbadora: aos 37 anos, apenas, você não tem mais potência sexual. Além de estar “brochando” com freqüência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés.

Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema. Até manda você escolher o remédio: Sildanafil, Tadalafil, Lodenafil ou Vardenafil, escolha por pim-pam-pum.

Sua potência sexual melhora, mas, como conseqüência, esses remédios dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação, vermelhidão e coriza. Não há problema, o doutor aumenta a dose do Atenolol e passa uma Neosaldina para você tomar antes do sexo. Se precisar, instila um “remedinho” para seu corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração.

Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão apodrecendo e caindo (entre nós, é o antidepressivo). Tome grana para gastar com o dentista. Nessa mesma época, outra constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual. Mais uma vez, para seu doutor, isso não é problema: Ginkgo Biloba é prescrito.

Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 220. Nas costas da folha de receituário, o doutor prescreve Metformina + Sinvastatina. É para evitar Diabetes e Infarto, diz o cuidador de sua saúde (?!).

Aos 40 e poucos anos, você já toma: Fluoxetina, Clonazepam, Losartana, Atenolol, Polivitamínicos de A a Z, Omeprazol, Domperidona, Laxante “natural”, Sildenafil, Vardenafil, Lodenafil ou Tadalafil, Neosaldina (ou “Neusa”, como chamam), Ginkgo Biloba, Metformina e Sinvastatina (convenhamos, isso está muito longe de ser saudável!) Mil reais por mês! E sem saúde!!!!

Entretanto, você continua deprimido, cansado e engordando. O doutor de novo, troca a Fluoxetina por Duloxetina, um antidepressivo “mais moderno”. Após dois meses você se sente melhor (um pouco “menos ruim”). Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco.

Passa a ser necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extremamente necessário à sua saúde. Mas isso é fácil para seu doutor: ele prescreve Tansulosina, para ajudar na micção, o ato de urinar. Você melhora, realmente, contudo, não ejacula mais. Não sai nada!

Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a Derrocada em bloco da sua saúde. Você está obeso, sem disposição, com sofrível ereção e memória e concentração deficientes. Diabético, hipertenso e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um Cirurgião Bariátrico, para “reduzir seu estômago” e um Psicoterapeuta para cuidar de seu juízo destrambelhado é aconselhado.

Sem grana, triste, ansioso, deprimido, pensando em dar fim à sua minguada vida e… Doente, muito doente! Apesar dos “remédios” (ou por causa deles!!).

A indústria farmacêutica? Vai bem, obrigado! Mais ainda com sua valiosa contribuição por anos ou décadas. E o seu doutor? Bem, obrigado!! Graças à sua doença (ou a doença plantada passo-a-passo em sua vida).

Por doutor Carlos Bayma

Ufa! Só de ler o texto do doutor Carlos Bayma, já dá angústia e desespero, não é mesmo?

Vamos falar um pouquinho hoje sobre saúde integrada? Como vocês já devem ter observado, a ComTato valoriza e respeita de forma soberana o atendimento do paciente como um todo, pois sabe da importância do equilíbrio em todos os aspectos de nosso corpo e social para garantir a qualidade de vida. Pois bem, primeiro quero realçar que QUALIDADE DE VIDA é muito maior e mais rico que TRATAMENTO, pois inclui a prevenção e sobretudo bem-estar físico-psico-emocional. É muito mais abrangente ter qualidade de vida do que simplesmente tratar. Infelizmente, a prevenção é deixada para outros planos por muitas pessoas, inclusive até por alguns profissionais de saúde. Isso mesmo, até alguns trabalhadores da área de saúde que deviam esclarecer a população e ajudar na promoção de saúde, se esquecem ou simplesmente não reconhecem o papel importantíssimo que a prevenção tem.

Não estou aqui para defender uma área ou não, até porque temos profissionais bons e ruins em todas as áreas. Mas atente-se àquele profissional que acha que poderá resolver tudo sozinho, que não consegue encaminhar para outro mais capacitado e daqueles que são fechados, não discutem casos em equipe, não lêem relatórios, duvidam sempre de outras alternativas, dificultam o acesso a eles.

Profissionais assim, se limitam e limitam também o paciente. Como é comum você se consultar, por exemplo, devido a uma dor no joelho e o profissional simplesmente lhe passa um medicamento analgésico e anti-inflamatório. Não avaliam, não pegam, não investigam a história. Será que o medicamento ou cirurgia são os únicos recursos? Questione você também. E se você fosse orientado a melhorar alimentação, perder peso, diminuir sobrecargas, praticar atividade física adequadamente, trocar seus calçados inadequados, corrigir sua postura…

Gente, as possibilidades são inúmeras! Lembre-se que medicamentos provocam uma série de efeitos colaterais e outros medicamentos serão indicados para controlar tais efeitos, colocando você em uma teia de aranha. E mesmo assim, a dor pode persistir, porque a causa do problema às vezes nem é levantada, muito menos tratada. Então você se entope de remédios, fica depressivo, desestimulado, ansioso e de mau humor e aí sabe o que acontece? Mais medicamentos, ansiolíticos, calmantes e daí por diante.

A história é quase sempre a mesma, mesmo com uma farmacinha inteira em casa, seu salário se defasando devido tanto medicamento e infiltrações, o problema continua. Aí meu caro, entra a cirurgia, tão mal indicada em tantos casos e nos casos que de fato se faz necessária, poderia ter sido evitada com medidas simples no dia a dia.

Pense bem antes de ouvir apenas uma opinião. Hoje temos uma gama imensa de opções para prevenção e tratamentos de saúde. Basta você ter um olhar um pouco mais crítico. Desconfie das “mentes fechadas”, converse com outros profissionais, de várias áreas, procure na internet conteúdos especializados, informe-se ao máximo. Temos terapias convencionais e terapias alternativas, que quando levadas a sério trazem excelentes resultados de uma maneira muito mais saudável e prazerosa. Tenho certeza que é muito mais gostoso e divertido fazer uma aula de hidroginástica, por exemplo, do que tomar 10 comprimidos num dia. É muito mais saudável adaptar sua alimentação e de sua família, do que precisar injetar insulina diariamente.

Viver não é simplesmente não ter dor. É ter disposição, bom apetite, bom sono, bom humor, bons relacionamentos. É sair para passear, se divertir, trabalhar, viajar, curtir a natureza, ou seja, fazer o que gosta e o que te dá prazer. Não se prive e não entre no ciclo do remédio-cirurgia. A medicina está evoluindo muito, hoje temos fisioterapia, nutrição, psicologia, acupuntura, práticas esportivas que se complementam e se enriquecem.

Aqui na nossa equipe, todos temos responsabilidade em aprender uns com os outros porque sabemos que dependemos de uma equipe com a mente aberta para obter  resultados satisfatórios.

Caso você se identifique com este texto e queira discutir um pouquinho sobre o assunto, fique à vontade para entrar em contato. Teremos muito prazer em compartilhar idéias.

Núbia Stela de Oliveira, Fisioterapeuta integrante da equipe ComTato.


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