Você sabe o que é Vulvodinia?

15/12/2017 0
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Olá pessoal!

Hora de conhecer um pouco mais sobre a Vulvodinia!!!

Muitas mulheres chegam aos consultórios espontaneamente ou encaminhadas pelo ginecologista queixando-se de dor durante a relação sexual. Esta dor sexual pode ser definida como VAGINISMO e/ou DISPAREUNIA. Dentro da dispareunia encontra-se:endometriose, menopausa (climatério), VULVODINIA, síndrome da bexiga dolorosa, síndrome do levantador do ânus, síndrome dolorosa miofascial, coccigiodínea, sacroileíte, pubalgia, paciente oncológico (radioterapia, braquiterapia, estenose vaginal).

Como estas queixas são subestimadas por estes médicos, pois não perguntam ou até mesmo desconhecem estes quadros, as pacientes acabam descobrindo sozinhas através do bombardeio de informações pela internet e procurando os serviços espontaneamente.

No entanto, no caso da vulvodinia por ser de difícil diagnóstico e por um dos sintomas apresentados também ser a dificuldade na penetração, muitas destas mulheres chegam com o diagnóstico e/ou suspeita de vaginismo (veja o post sobre vaginismo) nos consultórios de fisioterapia e psicologia. Por isto é de suma importância que sejam avaliadas por profissionais capacitados, pois a avaliação deve ser bem cautelosa, a conduta específica e o tratamento interdisciplinar.

Mas afinal o que é Vulvodinia?

o que é a vulvodinia

A vulvodinia é caracterizada por dor crônica em queimação na região da vulva, ou seja, ardor na região da genitália externa sem a presença de alterações físicas objetivas que justifiquem estes sintomas, com duração superior a 3 meses. Esta queimação pode ser generalizada ou localizada, espontânea ou provocada. Por esta ausência de alterações físicas objetivas e ter várias patologias que apresentam sintomas parecidos é considerada de difícil diagnóstico.

Qual a causa da Vulvodinia?

A causa da vulvodinia ainda é desconhecida, mas as teorias mais aceitas pela ciência apontam que sejam por múltiplos fatores como: anormalidades de desenvolvimento embrionário, candidíase vulvovaginal recorrente, diminuição dos receptores estrogênicos da mucosa vestibular, disfunção dos músculos do assoalho pélvico, aumento da excreção urinária de oxalato de cálcio, neuropatias relacionados ao herpes zoster, episiotomia, estiramento do nervo pudendo, fatores psicoemocionais (estresse, ansiedade, depressão) e impacto psicosocial e religioso (abuso, religião, educação rígida/repressora).

Os principias sintomas

Os sintomas mais relatados no consultório são: sensação de queimação, ardor e/ou agulhadas na região da genitália externa, ardência na entrada do pênis e durante a penetração (atrito), ardência tanto em toda vulva, quanto em pontos específicos, ardência com o atrito da calça ou short apertados, ardência ao lavar o genital no banho e ao passar o papel para secar a urina após urinar, entre outros.

O tratamento

O tratamento da vulvodinia deve ser interdisciplinar, incluindo médico ginecologista, fisioterapia pélvica, nutrição e psicologia.

O médico, após o diagnóstico preciso deve indicar o uso ou não de medicações de uso tópico e/ou oral e avaliar os possíveis fatores irritantes.

A fisioterapia tem como objetivo minimizar a dor e a irritação vulvar, melhorar a percepção corporal e genital, a elasticidade do canal vaginal, coordenação dos músculos do assoalho pélvico e musculatura acessória, dessensibilização da região, orientações específicas para reduzir a dor e a irritação vulvar, retorno a atividade sexual, entre outros, através de técnicas e equipamentos específicos.

Portanto, se você está suspeitando de dor vulvar, procure o seu médico ginecologista e um fisioterapeuta pélvico e faça a sua avaliação. Você pode ter bons resultados com o tratamento!


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